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as compras de Natal. E o efeito borboleta...

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Nasci perto do estádio de Alvalade. Mas vivi até aos 17 anos no Bairro de Campo de Ourique em Lisboa. Campo de Ourique teve sempre muitos espaços comerciais. Pelo menos na altura. A última vez que lá fui constatei que com a crise muitas lojas tradicionais fecharam. Algumas permanecem fechadas. Outras foram resgatadas por marcas internacionais. Não é a mesma coisa. Quando era pequena uma parte da minha família fazia compras no estrangeiro. Paris. Londres. Ou até Milão. Lembro-me de ir a Paris com os meus pais e os meus irmãos e passar por uma loja com carrinhos. E a minha mãe dizer: - Olha tão giro para dar no Natal ao António e ao Filipe. E o meu pai responder: - Não, compramos lá. Eu miúda, não percebia. E é claro que perguntava ao meu pai. E o meu dizia-me sempre o mesmo. - Temos de ajudar os nossos. Os do pé da porta. É muito importante que existam. Hoje concordo com o meu pai. E para além de concordar faço o que ele faz. Compro ao pé da porta. O...

manteiga de amêndoa

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Quando soube que a minha vida ia mudar...relativamente à  alimentação , tive de me adaptar. Aprender novas receitas. Não foi fácil. Passei muita fome! Emagreci bastante. Ainda mais. Hoje em dia, já tenho um conjunto de receitas que aprendi e outras que adaptei. Gosto tanto de comer! Nestes últimos 7 anos, quase 8, juntei o útil ao agradável. Como bem, como melhor sem comprometer a minha saúde. Por aqui não se usa manteiga ou margarinas comuns. Por aqui usa-se azeite, óleo de coco e outras gorduras mais saudáveis! Uma delas é manteiga de amêndoa. Pode ser comprada mas normalmente sou eu que faço...e é super fácil....dura 2 meses num frasco, no frigorífico. Como se faz?? Muito fácil... Colocar no forno as amêndoas e deixar torrar (220º a quantidade que quisermos).  Ir virando para não queimar.  Ficar no forno até ficarem douradas.  Retirar e colocar numa trituradora. Triturar, mexer, triturar, mexer...repetir este processo até a pasta s...

a caçadora de heranças...

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  Convivo muito mal com a morte. Com a minha mas sobretudo com a morte dos que me estão mais próximos. Estremeço quando o telefone toca a horas estranhas. E quando alguma coisa de diferente acontece. Acho que pode ser um sinal. Eu sei que é parvo. Muito parvo. A minha parte racional não compreende. É mais forte do que eu. Tenho medo. Reajo mal. E volto a ter medo.  Sou super, hiper hipocondríaca em relação aos meus. E aviso-os.  E ralho com eles quando cometem erros gastronómicos por exemplo. Sou mesmo, mesmo neurótica. E não há nada a fazer.     Quando tinha 13 anos. A minha avó Maria  morreu. De repente. Num momento estava connosco. No outro seguinte já não. Este acontecimento marcou a minha vida para sempre. E eu nunca mais fui a mesma. Não superei. Nunca consegui. Passado pouco tempo morreu o meu avô. E eu percebi que se pode morrer de amor. E isso convive comigo todos os dias.   Para mim, ir a um funeral ou a um velório é ...

O dia em que fui ao cardiologista

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  Aos domingos é dia de almoço de família. Em casa dos meus pais. Não estamos sempre os 3 filhos, genro, nora e os 5 netos... Vai sempre alguém mas nem sempre estamos todos. O meu cunhado fez anos na semana passada e por isso era um almoço especial, daqueles que dura o dia inteiro e só acaba perto da hora do jantar.... Não foi em casa dos meus pais, foi em casa da minha irmã... Fui acompanhada. O Vasco. Faz parte da família mas também porque vou para Barcelona esta semana e precisava de o deixar na tia.   Uma refeição em família é demasiado bom! É aqui que me sinto bem e que percebo onde pertenço. Por mais amigos que tenha, a minha família é o meu porto de abrigo........ Os almoços acabam sempre por recordar histórias...antigas. Não sei bem porquê mas entro sempre nelas...   Há muitos anos atrás... Também um domingo. Também em Outubro. Tinha eu 7 anos. Estávamos todos no Alentejo, em casa da avó Maria. Em vez de sobrinhos tinha primos. O meu primo F...

o meu prédio....#6

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  Antes de morar nesta casa morava em Algés. Numa casa alugada. Nunca gostei de Algés. Mas que saudades tenho do franguinho assado da Zínia!! Era central. Mais do que Carcavelos. Mas a confusão era mais do que muita. Vivia numa das ruas principais. Carros a toda a hora. Trânsito e poluição. Comecei a ter vontade de mudar de casa. E comecei seriamente a pensar em comprar a minha própria casa.   Os meus pais e a minha irmã moravam no Estoril e o meu irmão em Cascais e por isso achei que devia procurar por esses lados. Comecei a visitar sites de imobiliárias e numa dessas visitas deparo-me com a minha casa. Olhei para o preço e achei cara. Estávamos em setembro de 2004. Todas as semanas, às vezes, várias vezes por semana lá ia espreitar ao site, a minha casa. Em janeiro de 2005 o preço da casa baixou. Pedi para visitar a casa. Adorei. Senti-a como minha.   Era de um casal que já tinha uma filha e que estavam grávidos de um Duarte. Por mim tinha logo dito...

ah! e o pai?

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 O que tem ele a dizer sobre isto ?  .......de momento nada....voltem mais tarde, se faz favor!  

o meu super poder...É?

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  Em Agosto passei um dia na casa do Alentejo dos meus pais Cheguei no sábado à noite. Dormi. Saí no domingo depois de almoço. Não estava sozinha. O Vasco, o cão, acompanhou-me.   Alentejo, Sertã ou Algarve é sinónimo de liberdade para o Vasco. Como as casas estão muradas. É o dia sem trela. Ele adora e eu também. Os animais devem ter liberdade e o estar fechado em casa parte-me o coração. Tem sempre o mesmo tipo de comportamento. Fica doido de alegria nas primeiras horas de liberdade. Corre, salta, ladra, às vezes atira-se para dentro da piscina...até no inverno... Umas horas depois aparece em casa. Quer é mimo, dormir e estar quentinho.   Os meu pais no Alentejo contam com a ajuda do Sr. Horácio. Vai dando um olho pela casa e pela quinta. Quando estou no Alentejo por pouco tempo nem o vejo. Entra pelo portão das traseiras e acabo por nem dar conta. Quando vou com mais tempo passo por casa dele. E falamos regularmente ao telefone. Ou ligo eu ou ele. Ligou-me e...