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A mostrar mensagens de maio, 2020

o dia em que o tempo parou

Senti. Pela primeira vez. Quando fui buscar a Alice. Na altura, achei que era por ter passado por um período muito duro. Antes da Alice. Agora acho que não. Quando trouxe a Alice comigo senti uma felicidade tão incrível. Um calor no coração. O sentimento que podia tudo. Tinha força. Tinha muita força. Lembro-me de a agarrar. Falar baixinho. Suster as lágrimas para não a assustar. Lágrimas de alegria. Posso viver mil anos. Nunca me vou esquecer de sentir o que senti naquele dia. O tempo parou.  Parou. Porque eu quis. Era só eu e a Alice.  Sentia-me numa outra dimensão. Em transe. Os ponteiros do relógio voltaram a girar. Os segundos a passar. Os minutos e as horas. Porque a vida seguiu o seu rumo. E a vida consome tempo. Voltei a sentir o relógio parar. Num dia solarengo em Abril de 2018 . Na Adraga. Debaixo do arco rochoso. Com a água a molhar-me os pés. Depois do Pedro me pedir em casamento. O tempo parou.  Senti que sim. Que tudo ...

o que ela se ri para os morangos!!

As crianças são todas diferentes. Toda a gente sabe isso. Eu também sei disso mas achei que a Mariana tendo a Alice como modelo fosse mais igual à Alice. Achei que a irmã fosse uma espécie de mentora para ela e que ela tentasse copiar. Não. Nada disso. A Mariana adora a Alice mas uma coisa é gostar outra é copiar. E a Mariana é original... É uma das coisas que mais gosto nesta aventura de ser mãe. Ver estas pessoas pequeninas a moldarem a sua personalidade e a tornarem-se elas próprias. A casa é a mesma. Os pais educam da mesma forma. O Vasco deseduca desde sempre mas....cada uma está a traçar o seu próprio caminho e tem a sua própria essência. A Alice sempre foi muito persistente. Lembro-me de querer andar. Queria muito. Passava os dias a levantar-se e a cair e não desistia. A Mariana não é nada assim. A Mariana é super calma e gosta de ter uma vida calma sem grandes exigências. Já anda mas como é mais cómodo para ela gatinhar, percorre tudo com pés e mãos no chão. ...

O arco-íris. Está na garagem!

A minha cabeça anda normalmente a 1550 hora. Nasci acelerada. Sempre fui acelerada. Sempre falei muito depressa. Sempre andei a correr. Sempre fiz muitas coisas ao mesmo tempo. Já escrevi uma vez. No Quiosque. O universo arranjou uma forma de me parar...ou o mundo não ia aguentar! (o mundo dos que me são próximos....) - Asma! Toma lá, Joana! Vais ser asmática o resto da vida. Ó senhores! O que o universo não sabia é que uma mulher quando quer nada a faz parar!! Andava eu meia triste. Sem ver a luz ao fundo do túnel. Não é por ter de cuidar de três crianças sozinha.  Não é o excesso de trabalho. Não é o estar fechada em casa. Não! Embora, tenha muito trabalho. Dava-me jeito dormir mais uma ou duas horas por noite. E se conseguisse ir dar uma volta à praia sem qualquer perigo não ia ser parva de dizer que não! Adiante. O que me estava a deixar de rastos era o Pedro. Não propriamente por ter Covid. Tenho ideia que o pior já passou. Estive muito preocupa...