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A mostrar mensagens de 2020

1 ano de Luísa

 Dizia o meu avô Joaquim: - "o bom e o assim a assim aparece todos os dias e já contamos com ele, o excepcional acontece de repente e sem estarmos à espera." Tantas vezes ouvi isto da boca do meu avô, decorei mas nunca dei grande importância até ficar grávida. (Sendo que o processo que me levou à Alice foi como uma gravidez...mais curto mas extremamente avassalador...) Estávamos nós na África do Sul felizes e maravilhados quando o Pedro recebeu como agradecimento por um tratamento um bode. Alguns que por aqui passam devem lembrar-se desse episódio... Andei eu sozinha atrás dele, ou melhor..eu achava que andava, corria sozinha mas não! Uma pequena Luísa já estava dentro da minha barriga. Estávamos em Maio e a Mariana tinha nascido em Março. Queríamos ter mais filhos mas tínhamos planeado começar a tentar lá para Setembro....  Fomos tão apanhados de surpresa que o facto de eu ter vomitado durante uma quantidade astronómica de dias não fez soar qualquer campainha na nossa cabeça...

leite quente com Tofina

Era uma vez o Natal.... Lá atrás. Nos anos 80. Os 5. Dentro do carro. A caminho do Alentejo. O meu pai conduzia. A minha mãe ia ao lado. Eu, o meu irmão e a minha irmã atrás. Eu no meio. Porque era a mais nova. E não tinha escolha. A minha irmã levava um livro para a viagem e estava naquela fase em que não falava com ninguém. Já namorava o meu cunhado e tinha de o deixar no Natal e ainda por cima para ir para o Alentejo...se o mau humor pagasse imposto esta miúda tinha sido esmifrada pelo fisco. O meu irmão ouvia música num walkman. Calado, caladinho porque era cedo e o rapaz ainda não estava bem acordado. Eu não. Não tinha nada. Nem livro, nem walkman. Só eu. E eu! Não queria saber. Eu estava feliz. Eu estava eufórica.... ...tinha saído de um castigo que já durava desde que nasci, ou quase! Durante a viagem cantei.  Falei. Perguntei. E respondi. Perguntei coisas ao meu pai. À minha mãe. À minha irmã. Ao meu irmão. E .... ...a mim própria! Eu joguei ao jogo das matriculas sozinha....

caramelos...

  Lisboa. Campo de Ourique. Anos 80. Século passado.   Vivíamos num segundo andar. Numa das ruas principais do bairro. Dois prédios abaixo do nosso prédio estava a mercearia do Senhor Zé. Zé Maria. Vendia tudo e mais alguma coisa. Incluindo rebuçados de fruta.  E caramelos. Daqueles de nata, cremosos. BONS! Que ficavam presos no último dente da boca, aquele mesmo lá ao fundo onde a língua não chega.   A minha mãe fazia lá as compras e quando eu ia com ela o Senhor Zé Maria abria um frasco grande de vidro, tirava a tampa e dava-me rebuçados.  Eu. Escrutinava cada um deles. A minha mãe olhava para mim com olhos furiosos. Sabia o que ia sair dali. E tinha medo do que ia sair dali. Depois de examinar cada um dos rebuçados. Abria a boca. A minha mãe ameaçava espancar-me com o olhar mas eu não queria saber. - Ó Senhor Zé Maria podia trocar este rebuçado de laranja por um de limão e este pêssego por um de cereja ou de morango? Pode também acrescentar um caramelo?? Conf...

Joana, off!

Já tinha tido um ataque aqui e outro ali. Foi isso que me fez sair do Sapo (a plataforma do meu coração) para o blogger. Comentários parvos. Às vezes em demasia.  Não é que ligasse mas perder tempo da minha vida (nem que seja um segundo) a apagar ou a não aceitar é demasiado.... Então saí do Sapo. Não podia usar o Statcounter. O Statcounter é um site de estatística que também fixa os IP's de quem visita o blog. E não! Não pensem que andei a bisbilhotar o vosso IP. Acham?? Óbvio que não. Mas se por aqui aparecesse um mafarrico que me deixasse um comentário mau, podia ver a hora e ir ao Statcounter e encontrar a personagem e o respetivo IP. A verdade é que anunciei no Quiosque (no Sapo) a razão porque ia deixar o Sapo e devem ter percebido porque nunca recebi um único comentário mau aqui. Comentários maus para mim, não são comentários que me criticam ou dizem para fazer assim, porque da forma que estou a fazer é errada. Comentários maus são: - quando são ofensivos para pessoas da min...

o pior estava para vir....

E pronto! Deixei de cumprir os dias de gratidão. Todos, todos seguidinhos. Sou capaz de levar uns 3 ou 4 meses...a escrever tudo! Este post não pertence aos posts de gratidão. É só um episódio passado cá em casa. A Alice começou a ter aulas de ballet no ano passado. Na escola onde estudam os meus sobrinhos, filhos do meu irmão. Adorava as aulas. Uma miúda que acha que é uma princesa, vestida de cor de rosa dos pés à cabeça...só podia correr bem. Com a história da Covid deixou de ir às aulas de ballet.  Passaram a ser online. Ligava o portátil à televisão. Para ela ter um ecrã maior. E lá dançava a Alice. Maravilhoso! Fez 3 anos em Abril e estava na hora. Tinha de ganhar coragem e deixá-la ir. Ponderámos por causa da Covid. Mas arriscámos. A Margarida, minha sobrinha,  que faz 3 anos no final de Setembro também ia entrar. A sala delas abriu dia 4 de Setembro. Sexta feira. Entraram as duas de mão dada. Nós, as mães, não fomos autorizadas. Tinha pedido à minha sobrinha Carlota e ...

30 dias de gratidão. Dia 8.

 30 dias de gratidão. Dia 8. Uma oportunidade. Pela qual estou grata. Ter entrado na TAP. Estou muito grata por quem acreditou que eu podia fazer um bom trabalho. Estou grata por ter sido uma oportunidade dada quando tinha 17 anos. Estou grata aos meus pais que me deixaram ir. Até porque era menor. Tinha acabado de fazer 17 anos. E isto é uma lição para mim. Mãe. Se não fosse esta oportunidade. E a confiança que os meus pais depositaram em mim. Seria mais difícil fazer algo semelhante com as miúdas.  Penso muitas vezes na mãe do Cristiano Ronaldo. Deixou-o vir para o continente com cerca de 11 anos. Sozinho. Se tivesse baixado a mãe galinha na dona Dolores, a história seria provavelmente diferente.  Ter entrado na TAP foram duas oportunidades numa só. Ter o meu emprego de sonho. Ter viajado pelo mundo. Ter conhecido pessoas maravilhosas. Mas também me abriu os horizontes como mãe. Não vai ser fácil um dia abrir a porta da gaiola e deixá-las voar. Mas se elas quiserem. Ten...

o seu. A seu dono!

Para mudar um pouco e não mudando nada.... Não faz parte do desafio dos 30 dias de gratidão mas tem a ver obviamente com coisas que se passam cá por casa! Não sei se é só comigo mas desconfio que não. Para as minhas filhas desarrumar é fixe, arrumar é para quem fizer questão de apanhar brinquedos do chão sendo que elas não fazem NUNCA questão.... Sem entrar em gritarias nem nada que se pareça. Inspiro e expiro com convicção para soltar o lado zen que há na minha pessoa para mais uma vez voltar à carga! Que tarefas é que já têm? Tirar loiça da máquina e arrumar. Até fazem bem! A Alice tira um prato e vai arrumá-lo à gaveta dos pratos. A Mariana tira outro e arruma. Às vezes lá vai um para o céu dos pratos. Neste momento estamos a trabalhar o pôr a mesa! As miúdas têm uma mesa baixinha na sala, só para elas. Dou uma toalha à Alice e a Alice põe na mesa. Dou à Mariana os talheres. E a Mariana vai pôr à mesa. (Os talheres não são de adulto...o medo que uma delas acerte na vista da outra é ...

30 dias de gratidão. Dia 7.

 30 dias de gratidão. Dia 7. Algo que aprecie no meu corpo. Nasci com um ar enfezado. Mais ou menos com o aspecto da minha Luísa. A diferença é que a Luísa nasceu quase dois meses antes e eu nasci de nove meses. O parto teve de ser provocado. Porque quase matei a minha mãe. É sempre um bom postal de boas vindas!! Marcar pela diferença! Aconteceu uns dias antes do que deveria ter sido. Por isso já devia ter nascido menos ratazana e mais bebé Nestlé. Nada disso. As fotos de recém nascida metem medo ao susto. Em minha casa nunca se ligou ao aspecto físico. Ou melhor. Devíamos andar arranjadinhos e limpos mas fora isso ninguém nunca me disse se eu era feia ou bonita. Até aos 15 anos não era nada de jeito. Fisicamente falando. Pelo menos tenho essa ideia. Tinha uns olhos que chamavam a atenção. Mas como o resto não era muito apelativo... Não era nada vaidosa. Estava-me nas tintas para o último grito da moda. E olhava com surpresa para quem se vestia bem.  Lembro-me do primeiro dia ...

30 dias de gratidão. Dia 6.

 30 dias de gratidão. Dia 6! Vai acontecer no futuro. E eu já não estou em mim com o entusiasmo.... Como se costuma dizer: "o futuro a Deus pertence". Mesmo não sendo crente. Esta frase diz tudo. Não podemos controlar o que aí vem. 2020 é a prova disso. Há um ano atrás quem diria?? Por isso o que vou escrever não passa de uma vontade grande. Minha e do Pedro. Se vai acontecer ou não. Não fazemos ideia. Se vai ser um mar de rosas ou não. Não fazemos ideia. Na nossa cabeça vai acontecer e vai ser um mar de rosas. Sem espinhos. Queremos muito, muito, muito, muito ser pais outra vez. Mas.. ....vamos ter de esperar mais um pouco. Tive a Mariana. E a Luísa logo a seguir.  Quem acompanhou o blog e o meu instagram sabe que a Luísa nasceu prematura. Tinha sido Natal. Toda uma festa. O Pedro tinha ido trabalhar no dia 25. Começou às 16 e terminou à meia-noite. Fiquei bem.  Mas pelas 21h, sozinha com duas crianças e dois cães comecei a sentir uma dor ao fundo das costas. Não liguei!...

30 dias de gratidão. Dia 5.

 30 dias de gratidão. Dia 5! A minha canção preferida. E porquê? Gosto muito de te ver, leãozinho Caminhando sob o sol Gosto muito de você, leãozinho Para desentristecer, leãozinho O meu coração tão só Basta eu encontrar você no caminho Um filhote de leão, raio da manhã Arrastando o meu olhar como um ímã O meu coração é o sol pai de toda a cor Quando ele lhe doura a pele ao léu Gosto de te ver ao sol, leãozinho De te ver entrar no mar Tua pele, tua luz, tua juba … É uma canção simples e linda. Primorosamente bem cantada. A letra não precisa de nenhum artificio é simplesmente perfeita. Lembra-me as três leoazinhas que tenho em casa. E o meu leãozinho Vasco e Gabi! E o Sporting! Claro!!

30 dias de gratidão. Dia 4.

 Dia 4. Um elogio que me fez sentir bem. Todos nós já fomos elogiados. Todos nós já fomos criticados. Todos nós já fomos elogiados sem realmente merecermos. Todos nós já fomos criticados sem realmente merecermos. Os elogios ou as criticas fazem-se muitas vezes de forma cega.  Poucas vezes são sinceros. E muito menos verdadeiros. Aprendi a não ligar muito. Nem a elogios. Nem a criticas. Ligo e muito à minha consciência. Há coisas que faço mal mas foi o melhor que consegui fazer. E fui criticada. Algumas vezes fiz ou alcancei algo que achei notável sem que isso tenha sido notado por outro muito menos elogiado. Já aconteceu fazer coisas completamente banais. Com elogios a surgirem sem qualquer sentido. Cheguei a um ponto em que não preciso propriamente de validação. No geral não preciso de validação. Tenho uma auto-estima à prova de bala. Mas.... ....sou insegura. Quando penso na maternidade. Já fui mais. Mas ainda sou. Por isso destaco aqui este episódio. Foi muito importante pa...

30 dias de Gratidão. Dia 3.

 Dia 3. Uma lição que a vida me deu. Tantas. Tantas. Tantas! Aprendi muito com a minha avó.  Aprendi com os meus pais. Aprendi com a minha família. Aprendi com colegas, pessoas que trabalharam comigo. De perto ou de longe. Aprendi com o Pedro. Sou um somatório de tudo. Muitos ensinamentos só fizeram sentido mais tarde.  A lição. Foi-me dada. Embrulhada. Em cor de rosa. Fui buscá-la num dia frio. Numa fase muito difícil para mim. Sabem quando temos uma vida boazinha mas achamos que a nossa vida é uma treta e nada corre bem. E depois chega-nos alguém. 70 cm de gente. Silenciosa. Mas com toda a força e vontade do mundo. Oito meses de vida. Passados de mão em mão. Recusada aqui e ali. Quando chegou.  Decidiu ser feliz. Foi esta a lição mais preciosa que tive na vida. Foi presenciada por mim. E foi-me dada pela minha filha Alice. Abraça a vida todos os dias.  TODOS! É algodão doce. Só doce.  Alice! Desde o dia um. Vivo no país das maravilhas. 

30 dias de Gratidão. Dia 2!

 Dia 2! Natureza - Recomeçar Recomeçar (para mim) é a grande lição que tiro.  E pela qual estou grata. Temos uma pequena horta em casa e todos os dias, várias vezes por dia pego nas miúdas e fazemos-lhe uma visita.  Regamos a horta. Tiramos as ervas daninhas. A Mariana surripia um tomate aqui e outro ali. Em Junho trouxe um pimento da horta. Cortei o pimento para a salada. Com as duas mais velhas a verem guardei as sementes. À tarde depois da sesta delas, enchemos duas caixas de ovos com terra. A Alice e a Mariana semearam as sementes na terra. Todos os dias espreitávamos as caixas de ovos. Acho que não percebiam muito bem o que era suposto acontecer.  Um dia tinham nascido! Passados uns dias peguei nas miúdas e enchemos de terra dois vasos e plantámos dois pimenteiros bebés. Um em casa vaso. Mal acordam, todos os dias, vão ao alpendre visitar os pimenteiros. Viram nascer uma flor. E depois outra. E esta semana a primeira flor transformou-se em pimento. Temos mini pi...

30 dias de gratidão. Dia 1!

 Resolvi que não vou escrever pela ordem que o desafio desafia! Vou escrever conforme me der na cabeça porque tem mais piada para mim!! Também vou alterar (ligeiramente) algumas das "gratidões" que o desafio desafia...só porque sim! Dia 1 Algo que me fez rir hoje e pelo qual estou grata A minha mãe não me largava. As miúdas e a praia. A praia e as miúdas. E faz bem. E deviam ir mais vezes. Mimimi. Blablabla. Este verão não tivemos férias. O Pedro tem muito trabalho no hospital e abdicou das férias no imediato. Temos ido à praia nas folgas do Pedro. Os meus sogros têm levado as mais velhas à praia. E é o que se pode arranjar. A minha mãe ligou à minha sogra. A minha sogra combinou com a minha mãe. E informaram-me que podemos ir as 3 à praia com as miúdas. Cada uma toma conta da sua. Vamos cedo. Saímos cedo. E está tudo certo. Gostei da ideia. Na semana passada. Aconteceu. Marcámos o dia. O Pedro saiu cedo para trabalhar. Despachei a Luísa que foi a primeira a acordar. Despache...

de boas intenções. Está o inferno cheio....

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 Adorava participar neste desafio que vi no blog da Just Smile . Gostava tanto tanto tanto que vou fazer das tripas coração para conseguir. Todos os dias de Setembro um post tendo em conta o desafio do dia. É caso para dizer: "de boas intenções está o inferno cheio.... ....😁

O interrogatório!

O tempo não volta atrás. E a infância só se vive uma vez. Há um ano idealizava férias em família. Todos nós idealizámos algo... ...e olha! A Covid trocou-nos as voltas e o que idealizámos será realizado, espero! Num outro ano. O Pedro não tem férias este ano. Vai tendo um dia de folga. Aproveitamos esses dias para ir aqui e ali à beira mar. Molhar os pés. Sem o Pedro é muito complicado pegar em três miúdas tão pequenas e ir à praia com as três. Não dá! Duas ainda podia ponderar. Três não.... Aproveitamos a boa vontade dos avós! Os pais do Pedro gostam de passear à beira mar e fazem o favor de me passear as duas mais velhas. Tão bom! Eu fico com a Luísa e sempre consigo fazer alguma coisa de útil. Adianto almoços, jantares, lanches, roupa, roupa e mais roupa. Camas. Casa. Quando voltam do passeio ainda não fiz metade do que pensei. Mas... ...já fiz metade e por isso também fico mais disponível para elas. Um destes dias passaram por cá de manhã. Já tinhamos combinado. A Alice e a Mariana...

29 de Julho de 2020

Fui acordada às duas da manhã pela Luísa! Meia a dormir lá cambaleei até ao quarto dela. Acendi a luz. Quando me viu fez um sorriso tão feliz que uma pessoa até se esquece que não dorme uma noite de jeito desde o Natal. Faltava mais ou menos um quarto para as três quando voltei à minha cama. Nada mau. Às vezes acorda e já não volta a dormir. Atirei-me para a cama. Meia hora depois. Chegou o Pedro. Devia ter saído às 16 horas do hospital mas teve uma emergência que o fez chegar a horas indecentes a casa. Acho que falei com ele. Mas não me lembro muito bem. Às 5h30. Vasco. Vasco. E Vasco. É daqueles despertadores chatos que uma pessoa carrega no botão e 5 minutos depois volta a tocar aquele piiiiiiiiiiiiiiiiiiii ..... Tanta foi a fita que achei melhor sair da cama ou ainda acordava o Pedro. Desci as escadas. E não quis acreditar quando o cão. Este mafarrico. Me convidou para dar um passeio. É tudo muito bonito. Com este cão. Mas tem fases em que se sente carente e só me quer a mim. Pois....

Muito desagradável....

Ontem recebemos a visita da minha sobrinha Carlota. A minha cunhada foi com os dois mais pequenos ao pediatra e a Carlota fez-nos companhia. A Alice estava nas nuvens com a prima mais velha! A Carlota habituada a ter pirralhitos em casa, ou melhor irmãos mais novos tem toda a paciência e mais alguma. Pegou na Mariana e perguntou-lhe: - Gostas mais da mamã ou do papá? Erro de principiante! Se lhe perguntasse: - Gostas mais de maçã ou de laranja? Era uma escolha fácil! A Mariana responderia com sempre responde! - Tudo! Tudo o que é comestível não se deita fora e escolher vai contra a religião da Mariana! A Mariana não lhe respondeu. Olhou para a prima. E desinteressada deu meia volta e foi brincar com o Vasco. - É conforme quem está a fazer o almoço, jantar ou lanche! Se for eu gosta mais de mim se for o tio Pedro gosta mais do pai...disse eu à minha sobrinha. A Carlota riu-se e chegou-se à Alice. - Olha lá e tu? Gostas mais da Mariana ou da Luísa?? A Alice pensou. P...

aquele dia em que fui às compras....

Um dia destes. Estava tudo organizado. Tudo arrumado. Tudo no sítio certo. Decidi pôr em prática um plano que sonhava desde Março...talvez! Ir às compras! Não estou a falar de ir às compras a Paris. Ou a Nova Iorque. Nada disso. Compras. Normais. Daquelas que as pessoas fazem todos os dias. O meu sonho era pegar no carro. E ir ao supermercado mais próximo. Fazer compras. Não pelas compras em si. Já fui muito consumista mas deixei de o ser.... Era pela paz de espírito. Pela liberdade. Por voltar a ser adulta. Por voltar a ser autónoma. Nos últimos tempos telefono. Encomendo. E o senhor Manel ou o filho deixam as compras aqui ao portão. Ficarei eternamente agradecida. São favores que nunca se pagam. Mas.... ...queria tanto voltar. Tive uma mini experiência quando visitei o Senhor Ludovino mas foi tão a correr.... O Pedro estava em casa. A Mariana e a Alice dormiam a sesta. A Luísa não mas não é problemática. O Vasco dormia na minha cama. E a Gabi no sofá da sala. ...

Tudo, tudo e tudo!

O Pedro saiu com a Alice e com a Mariana. Foram dar uma volta aqui pelo bairro.  Passaram pela praia. As miúdas comeram gelados daqueles que nunca comem. Correram. Saltaram. Eu. Fiquei em casa com a Luísa. Não fui com eles porque precisava responder a uns e-mails de trabalho. Embora esteja de licença tento manter-me atualizada. Com toda esta tropa em casa é difícil. Estava eu no sótão a respirar silêncio. Quando a campainha tocou. Roguei pragas. Disse palavrões ...só para mim. Mas mudei de opinião quando vi quem estava à porta. O meu irmão, cunhada e os meus sobrinhos. Não entraram mas estivemos um bocado à conversa. A Margarida é um pouco mais nova que a Alice, faz 3 anos no final de Setembro e desde a última vez que a vi já não parece a mesma. Tão gira. Cantou. Dançou. Atirou beijinhos. Não foi como devia ser mas matei saudades. Adorei a surpresa. Tive pena que não tivessem apanhado o Pedro e as mais velhas mas ficou combinado uma visita, ag...

o dia em que o tempo parou

Senti. Pela primeira vez. Quando fui buscar a Alice. Na altura, achei que era por ter passado por um período muito duro. Antes da Alice. Agora acho que não. Quando trouxe a Alice comigo senti uma felicidade tão incrível. Um calor no coração. O sentimento que podia tudo. Tinha força. Tinha muita força. Lembro-me de a agarrar. Falar baixinho. Suster as lágrimas para não a assustar. Lágrimas de alegria. Posso viver mil anos. Nunca me vou esquecer de sentir o que senti naquele dia. O tempo parou.  Parou. Porque eu quis. Era só eu e a Alice.  Sentia-me numa outra dimensão. Em transe. Os ponteiros do relógio voltaram a girar. Os segundos a passar. Os minutos e as horas. Porque a vida seguiu o seu rumo. E a vida consome tempo. Voltei a sentir o relógio parar. Num dia solarengo em Abril de 2018 . Na Adraga. Debaixo do arco rochoso. Com a água a molhar-me os pés. Depois do Pedro me pedir em casamento. O tempo parou.  Senti que sim. Que tudo ...

o que ela se ri para os morangos!!

As crianças são todas diferentes. Toda a gente sabe isso. Eu também sei disso mas achei que a Mariana tendo a Alice como modelo fosse mais igual à Alice. Achei que a irmã fosse uma espécie de mentora para ela e que ela tentasse copiar. Não. Nada disso. A Mariana adora a Alice mas uma coisa é gostar outra é copiar. E a Mariana é original... É uma das coisas que mais gosto nesta aventura de ser mãe. Ver estas pessoas pequeninas a moldarem a sua personalidade e a tornarem-se elas próprias. A casa é a mesma. Os pais educam da mesma forma. O Vasco deseduca desde sempre mas....cada uma está a traçar o seu próprio caminho e tem a sua própria essência. A Alice sempre foi muito persistente. Lembro-me de querer andar. Queria muito. Passava os dias a levantar-se e a cair e não desistia. A Mariana não é nada assim. A Mariana é super calma e gosta de ter uma vida calma sem grandes exigências. Já anda mas como é mais cómodo para ela gatinhar, percorre tudo com pés e mãos no chão. ...

O arco-íris. Está na garagem!

A minha cabeça anda normalmente a 1550 hora. Nasci acelerada. Sempre fui acelerada. Sempre falei muito depressa. Sempre andei a correr. Sempre fiz muitas coisas ao mesmo tempo. Já escrevi uma vez. No Quiosque. O universo arranjou uma forma de me parar...ou o mundo não ia aguentar! (o mundo dos que me são próximos....) - Asma! Toma lá, Joana! Vais ser asmática o resto da vida. Ó senhores! O que o universo não sabia é que uma mulher quando quer nada a faz parar!! Andava eu meia triste. Sem ver a luz ao fundo do túnel. Não é por ter de cuidar de três crianças sozinha.  Não é o excesso de trabalho. Não é o estar fechada em casa. Não! Embora, tenha muito trabalho. Dava-me jeito dormir mais uma ou duas horas por noite. E se conseguisse ir dar uma volta à praia sem qualquer perigo não ia ser parva de dizer que não! Adiante. O que me estava a deixar de rastos era o Pedro. Não propriamente por ter Covid. Tenho ideia que o pior já passou. Estive muito preocupa...