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A mostrar mensagens de dezembro, 2017

4 princípios. Para escolher os presentes de Natal...

Quando era pequena quem dava os presentes de Natal era o menino Jesus. Não havia cá Pai Natal para ninguém. Em minha casa abríamos as prendas no dia 25 de manhã. No dia 24 tínhamos a ceia de Natal. Mas nós crianças íamos para a cama lá para as 23h. Dia 25 de Dezembro era o único dia do ano que os meus irmãos queriam ser acordados por mim. Sim, eu em tempos já fui um despertador. Agora tenho o Vasco. Nesse dia de manhã saltávamos da cama e lá estavam elas. Três prendas debaixo da árvore de Natal. Era raro recebermos o que queríamos. Os meus pais deviam ter um plafond e nós tínhamos mais olhos que barriga. No ano em que queria muito, muito o monopólio recebi o loto da quinta. Era quase a mesma coisa.  Eu fiz um ar desapontado e disse: - Ó mãe, podemos trocar de menino Jesus? Valeu-me um castigo. Já nem sei qual. Ao longo da infância tive mais castigos que todos os putos da região de Lisboa em 2017. Com o passar do tempo, as prendas m...
Que a tristeza te convença Que a saudade não compensa E que a ausência não dá paz E o verdadeiro amor de quem se ama Tece a mesma antiga trama Que não se desfaz E a coisa mais divina Que há no mundo É viver cada segundo Como nunca mais... vinicius de Moraes

escrever

Eu não sei escrever. E este post podia terminar já aqui. Vai terminar já aqui? Claro que não! Tudo o que escrevo é mauzinho. Não escrevi mau. Escrevi mauzinho. É escrito com muito boa vontade. Tirado a ferros. É aquele tipo de escrita fofinha. Mas sem qualquer tipo de formalidade. Que se lixe o sujeito. O predicado. E o verbo. E por isso é mauzinho. Os textos escritos são diferentes uns dos outros. Na forma e no conteúdo. Alguns passam emoção. Outros informação. Por exemplo. Não posso exigir de uma notícia o mesmo que exijo de uma crónica, por exemplo.  Por isso é que têm nomes diferentes. Há textos francamente bons.  E outros francamente maus. Este provavelmente. Depois existem textos que são muito maus mas estão mascarados de bons. São escritos por pessoas que conhecem a formalidade da língua.  Não dão erros. Nem ortográficos, nem gramaticais. Mas desconhecem a vida ou a emoção.  Não transmitem nada com as palavras que...

uma história de Natal...

Tinha 8 anos. E o meu pai tinha tirado a semana do Natal para irmos todos ao Alentejo. Mal chegámos a casa da minha avó pus os olhos num gato. A minha avó lá explicou que tinha aparecido um gato lá em casa. Os meus avós tinham um cão. Que o meu avô adorava. E o gato chateava demasiado o cão. O meu avô já tinha dito à minha avó para não alimentar o gato. Mas a minha avó lá ia dando às escondidas comida ao gato. O gato era pouco simpático. Medroso. E arisco. O aspeto também não ajudava. Era o gato mais feio que alguma vez já tinha visto. Esqueçam os gatos amorosos. Este parecia o anti-cristo. - Joana não toques no gato que te arranha. E doenças. E pulgas. Avisou-me a minha mãe. É claro que não dei ouvidos à minha mãe. E passadas duas horas de lá ter chegado, estava irreconhecível. Tal era o nível de arranhanço. Não me dei por vencida. Claro, que não. Comecei a roubar leite aos poucos. Via quando estava livre a cozinha e cá vai disto... Depois,...