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A mostrar mensagens de julho, 2021

Recados curtos. Post longo.

 Devia ter uns 8 ou 9 anos. Férias de verão. O meu irmão estava na Ericeira em casa dos meus tios e com o meu primo Filipe.  A minha irmã também não estava. Era frequente no verão ir passar férias, no Algarve, com amigas. Só a mim ninguém me pegava. Só a mim ninguém me levava. Costumava ir para o Alentejo (e fui nesse verão) mas por esta altura os meus avós tinham feito uma viagem e ainda não tinham chegado. Eu. Joana, de férias e aborrecida. Era sexta-feira de manhã. O meu pai estava a trabalhar. A dona Aurora estava de férias. E a minha mãe tinha ido às compras sozinha. Ir com a Joana às compras era dose e impossível. Nos anos 80, as crianças ficavam em casa sozinhas, na boa. Cozinhávamos, na boa. Subíamos a bancos para chegar ao armário e tirar a travessa para o almoço, na boa. E, ninguém morreu. Estava aborrecida. Muito aborrecida. Mas.... ....logo tive a ideia do dia! Nada... A ideia do ano! Do século. E se telefonasse para os meus amigos? Assim pensei, me...

em flagrante

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Aviso: Todos os factos aqui relatados são reais. Nesta situação estão envolvidos 3 elementos: Joana (a partir de agora conhecida como traidora), Pedro (o traído) e V. (o amante).  Decidiu-se chamar o terceiro elemento de V. como forma de preservar o anonimato, embora não mereça. Pedro. Saiu de casa às 7h15 da manhã. Devia ter regressado a casa por volta das 17 horas mas uma emergência fez com que ficasse até horas impróprias. (1h30) Exausto. Pegou no carro. E lá se dirigiu a casa. A vontade de chegar era muita e aquela hora quase não havia carros na estrada. Joana. Despediu-se do marido de manhã. Despachou as miúdas conforme foram acordando e deixou-as em casa dos avós pelas 8h45. Chegou a casa e fechou-se no sótão a trabalhar.  Concentração zero! Ou não tivesse de ir à casa de banho de 10 em 10 minutos. Obrigada, João! Adiante...que o João não pertence a esta história. Desceu para almoçar. Subiu para trabalhar. E pelas 16h recebeu uma chamada do Pedro a dizer que tinha de fic...

Recordar é viver. Post reciclado.

Hoje estive à conversa com o meu ex-chefe. Para mim vai ser sempre o meu chefe. O melhor! O que me confiou mais responsabilidade. O que apostou mais em mim. Era mais ou menos como um pai exigente mas sempre com uma palavra de motivação. No meio da conversa, lembrou-me deste episódio. Chorei a rir. O post que se segue é 100% reciclado do Quiosque. Porque recordar também é viver. " Ontem, relatei como, na sexta-feira, fiquei sem telemóvel (pessoal).   No sábado passei por casa da minha irmã para pedinchar um telemóvel ao meu sobrinho. O puto junta dinheiro das mesadas para ir comprando telemóveis e por isso tem sempre dentro da gaveta uns que já não usa. Perante a vasta oferta, acabei por escolher um LG que segundo o meu sobrinho é "bué podre".   Pareceu-me um pouco antigo como eu e por isso achei que teríamos uma convivência pacífica. Não! Passei o dia a recusar chamadas em vez de as atender. Tem ecrã touch mas não funciona grande coisa. Quem é que eu estou a enganar...EU...

João! Não sejas Mário.

Uma pessoa nunca sabe o que vai na cabeça do outro. Um adepto de futebol não sabe o que passa pela cabeça do jogador/atleta. No meu coração, partilho o amor pelo clube tal e qual como o atleta que o serve. Mais, no meu coração é impensável, o atleta não o sentir ainda mais.  Pois, se é uma honra. Um privilégio. Um feito ao alcance de poucos. Só pode ser amor. Dedicação. E Devoção.  Acredito que não sou só eu que penso assim. Tenho a certeza que os adeptos dos outros clubes e que amam os seus clubes pensam exatamente da mesma forma.  Mudam-se as cores. O sentimento é o mesmo. Nesta parte, tenho ideia que somos iguais! Às vezes. Mais do que aquelas que gostaríamos, o atleta não vê cor. Não sente o amor. Todas a vezes. Há estupefação. Negação. Confirmação. Não estou zangada. Deixa-me triste o Chico Espertismo. Aquela trafulhicezinha básica.  Rescinde, como quem não quer a coisa. Ninguém vê. Uns dinheiros deles para ti para dares aos outros. Ninguém vê.  Todos vimos...