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A mostrar mensagens de dezembro, 2019

2020!

2020!? Como assim, 2020!?? Nasci em 1981! Como é que passou tão depressa?? A verdade é que passou. Passou sem eu dar conta. Em 2021, daqui a um ano, vou fazer 40 anos! 40! Não acho possível, logo eu que ainda acho que sou uma miúda! No ano passado a minha resolução foi só uma! Ficar 65 dias offline.  Ao contrário do ano anterior que tinham sido 10, no ano passado com o aproximar do nascimento da Mariana resolvi ter juízo! Com quase 40 anos...é o que se espera!!😊 Sinceramente não sei se estive 65 dias offline. Acho que estive mas não tenho a certeza.  Eu até tinha uma check list e tudo! Pois tinha... ...mas de repente tinha duas filhas. De repente mudámos de continente. De repente estava grávida de novo. E depois voltámos. E check list ficou a apanhar tangerinas num sitio qualquer. Escrevi muito menos no blog. Não por qualquer embirração minha mas porque tive mesmo muito menos tempo. E o tempo que tinha não era meu. Ter filhos é o mesmo que não pod...

Marta

A maioria sabe que este blog não começou aqui. Este blog começou no Sapo em 2016. Parece que foi no século passado. A verdade é que para mim foi numa outra vida. O que de bom tem o Sapo é a vizinhança. De repente comecei a ser visitada e a visitar. Deixei comentários que me foram retribuídos. A Marta foi uma das pessoas com quem me relacionei logo no inicio.  E embora não comentasse o seu blog era um dos que visitava sempre. O que me fez ficar no seu blog foi o sentido de humor. Tão diferente do meu! Muitas vezes saía do blog dela a perguntar o que queria ela com aquele post.  A Marta foi tão importante para mim no inicio que quando fiz um mês de blog, achava eu que era um grande feito senti-me na necessidade de lhe agradecer com uma ligação direta para o seu blog. Penso que ainda em 2016 escreveu um post a informar que tinha cancro. Com uma coragem que me impressionou. Desde aí lutou e foi sempre escrevendo e descrevendo no blog a sua luta int...

dia 2

Já não durmo desde nem sei quando por isso este texto pode não fazer sentido... A Luísa nasceu pequenina mas com uma vontade incrível de se fazer à vida! A miúda mexe-se muito e não gosta nada de estar apertada. Roupa não é com ela. Sente-se feliz apenas e só com fralda e é porque está bem disposta. Tudo o que impeça os braços e as pernas de se mexerem não é para ela. A miúda tem um apetite voraz o que nos deixa muito aliviados. O peso está estável e se continuar a comer assim vai começar a aumentar em menos de nada. A miúda já fez os seus cocós e xixis o que me deixou descansada. Nasceu antes do tempo mas com as peças todas e os circuitos todos funcionais, rins incluídos..não vá o pai deserdá-la. Dormir é para o povo. Pequena Luísa tem mais do que fazer. Dorme leve, levemente depois de comer mas... ...mal damos conta tem os olhos mais abertos que nem sei.  É muito sociável. A solidão não é para ela.  Gosta é de ter alguém ao lado e se po...

Luísa

A Luísa nasceu de madrugada contra todas as previsões. Pesa 1,516 kg e mede 41 cm.  Embora seja prematura, até ao momento passa mais tempo acordada que a irmã Mariana quando nasceu.  É uma comilona, refilona e tem muita genica. A Joana e a Luísa estão bem. Tanto eu como a Joana ainda estamos em choque mas muito felizes. Agradecemos todas as mensagens que nos têm chegado e prometemos responder a todas com tempo. Pedro

Bingo!

23 de Dezembro. 1989. Saímos cedo de casa. Diretos ao Alentejo. Os meus avós esperavam-nos. Alguns tios meus já lá estavam. E primos também. Não aguentava de ansiedade. Ia comer doces até cair para o lado. - Até parece que passas fome, Joana! Não passava fome. Nunca passei fome. Mas os doces da minha avó eram os melhores do mundo e algumas iguarias só eram feitas no Natal. Não aguentava de ansiedade. Os meus primos estavam lá. Os mais velhos não queria nem saber. Mas o meu primo Filipe. O meu comparsa. O meu amigo. O meu companheiro de patifarias e aventuras. Não aguentava. Não aguentava. Não aguentava de ansiedade. E as prendas?? As prendas, senhores! As prendas. Até a minha irmã me tinha comprado prenda! Eu vi. Estava à espreita quando ela arrumou as prendas dentro do saco. E vi com estes olhos que Deus me deu uma etiqueta que dizia: Joana. Joana era eu! Não havia outra Joana na família. Nunca mais chegávamos. Nunca mais. - Ainda falta muito? - Não, está quase. ...

Alice. Volta a atacar....

Na minha família quase não há troca de prendas. Entre os mais próximos há o amigo secreto, sorteado no Natal anterior. Para as crianças temos também as regras definidas e as p rendas são combinadas entre nós. Mas... ....existem tios e tias com os quais me identifico muito e que gosto de visitar não só nesta época mas especialmente nesta época. Ontem à tarde fui com a Alice e com a Mariana a casa da minha tia Luz. Comprei uns chocolates que eu sei que gostam para lhes oferecer. Um presente simbólico para não aparecer de mãos a abanar e que não comprometeu o nosso pacto de: "não às prendas". Quando saí do carro passei o saquinho dos chocolates para a mão da Alice e disse-lhe: - Queres ser tu a dar à tia Luz? Ao que a miúda olhou e abriu a boca: - Ela também nos vai dar alguma coisa? (não disse desta forma tão correta mas traduzido é algo semelhante) -Não sei, nem interessa. Não damos presentes para receber em troca, damos presentes porque gostamo...

É um porco!

A Alice anda no ballet. Nada de sério, claro! No início de outubro fui assistir a uma exibição de dança com vários estilos, no colégio da minha sobrinha. A minha sobrinha está na dança contemporânea mas já se passeou pelo ballet. A Alice assistiu e adorou. No final a minha sobrinha fez-nos uma visita guiada pelo colégio, a Alice lá deu um ar de sua graça e uma professora da direção perguntou-me se não queria assistir um dia, com a Alice, a uma aula de ballet dos mais pequenos. Disse-lhe que a miúda ainda não tinha 3 anos. Respondeu-me que não fazia mal. É óbvio que é uma estratégia para arranjarem mais alunos mas... ...um dia passei por lá com a Alice. Deixaram a Alice participar.  A Alice adorou. E acabei por inscrevê-la. Vai lá às terças e às quintas. Acho que é o melhor momento da semana dela. A Alice é uma miúda muito picuinhas com a roupa e com ela própria. Detesta amarrotanços. Detesta o mínimo de sujidade. É uma criança. Suja-se. Põe nódoas. ...

dignidade 0. Joana 5.

Pela tarde. Depois de ter trabalhado, trabalhado, trabalhado. Fui às compras. Deus me livre de me meter numa grande superfície. Estive numa a semana passada e quase me atirei para o chão a chorar. Tanta, tanta gente... Não tinha muitas coisas para comprar. Fui a uma mercearia de bairro. A pé. Primeiro erro. Deixei o guarda-chuva em casa. O dia estava chuvoso mas não estava a chover, a mercearia era logo ali e tinha a certeza absoluta que não ia chover. Segundo erro. Não levei um saco de compras em condições. Queria comprar pouca coisa porque tinha tudo em casa. Era só uma fruta e assim, ah! e frutos secos...e pouco mais. Também não levei mala. Levei um tote bag (deste tipo) daqueles que as marcas nos oferecem às vezes. Lá fui eu. A barriga à frente. A Joana atrás. Na mercearia. - Olha que marmelos tão bons! Escolhi 4 para assar ao jantar. - Olha que maçãs bravo de esmolfe, fenomenais. Escolhi uma meia dúzia. - Olha para estas passas de figo. E as de ameixa. Ah!...

mistério....

A Mariana nasceu. E não percebeu. Passava os dias de olhos fechados. Dormia. Comia. Dormia. E só abria bem os olhos quando de repente estava dentro de uma banheira.  Berrava. Ouvia-se muito bem em Timor. Gritava. Ouvia-se muito bem na Austrália. E rogava pragas a quem lhe dava banho. Ouviu muito bem São Pedro.  Dormia tanto que eu comecei a ficar preocupada. Uma mãe pensa em coisas que mais ninguém pensa. E eu achei que a miúda tinha défice qualquer. O pediatra disse-me para ganhar juízo. Agradecer a sorte. E calar-me para sempre porque costuma dar azar este tipo de queixas. A miúda continuou a dormir. Bem. Muito bem. Dava-lhe banho pelas 18h30. Jantava. Estava um bocadinho comigo ou com o pai. E adormecia entre as 19h30 e as 20h. Acordava fresca e fofa no dia seguinte. Entre as 7 horas e as 7h30. Mas... ...o pediatra tinha razão. Eu devia ter estado calada. Em Outubro deu o ar da sua graça pela 1h da manhã. Chorou. Levantei-me. Óbvio... ...

péssima mãe! Em 3, 2, 1.....

A Alice tem uma trotineta. Depois de regressarmos da África do Sul, um dos muitos dias que passeamos aqui pelo paredão, a Alice viu vezes sem conta miúdos com trotinetas e não se calava com isso. Eu fingi que não ouvi. O Pedro a mesma coisa. Mas os padrinhos são do piorio e o meu sobrinho, padrinho da Alice, ofereceu-lhe uma... Adora! Anda com a trotineta como se fosse os próprios pés... Cai! Já caiu muitas vezes... ...mas nada de grave. Uma esfoladela aqui. Uma nódoa negra acolá.. Se tirar para trás das costas todas a preocupações de mãe, acho que lhe faz bem andar de trotineta. Toda a gestão corporal que tem de fazer parece-me positivo. Trotineta sim! Mas... ...uma das regras implementadas foi: - Só andas de trotineta quando a mãe ou o pai estiverem a ver! Os acidentes acontecem demasiado depressa e preveni-los nem sempre se consegue mas pelo menos que se seja rápido logo a seguir ao acidente. Foi o que nós pensámos. É claro que dona Alice cumpre as regras só às ve...

preciso respirar

Será só comigo? O tempo passa sem eu dar conta. A Alice já vai a caminho dos 3 anos, parece que foi ontem que a fui buscar. Era uma miúda, miudinha e calada. E depois sem eu dar conta cresceu. E tornou-se numa bailarina com opiniões e conversadora. O meu bebé já não é um bebé. Não sei quando deixou de ser um bebé porque não dei por isso. Será só comigo? O tempo passa sem eu dar conta. Parece que foi ontem. Conheci o Pedro. Apaixonei-me por ele. Tive uns dias dramáticos sem saber se ele sentia o mesmo que eu. Passou tão depressa.  Num piscar de olhos casámos. Foi tudo tão rápido. Na minha cabeça pairam algumas recordações sobre o dia em que casámos mas nem tudo é nítido. Passou tão depressa. A lua de mel? Um estalar de dedos...tal como todos os dias que temos passados juntos. Será só comigo? O tempo passa sem eu dar conta. Fiquei grávida. E a gravidez passou tão depressa que nem dei o tempo passar. Mentira. O ultimo mês custou-me um bocado. Mas...

Estamos em casa

Aqui em casa.   Falamos alto.  E às vezes gritamos.  Decibéis ao alto.  Um tal alarido que muitas vezes.  Os adultos aqui de casa. Param para pensar...nos vizinhos.  Aqui em casa.  Rimos alto.  Rimos muito.  Até chorarmos. Até o Pedro. Contido. E sério.  Desmancha-se a rir sobretudo quando percebe o chorrilho de disparates que sai da boca das mulheres aqui de casa. Aqui em casa.  Corremos.  Feitos tontos. Uns atrás dos outros.  - Não me apanhas. Não me apanhas. Descemos as escadas sem cuidado. Um dia destes a grávida rebola..... Aqui em casa.  Comemos muito.  De todas as cores. E feitios.  Se os feitios e as cores passarem pelo crivo do ditador Pedro. Aqui em casa.  Somos doentes pelo Sporting.  Choramos. (Eu! e a Luisinha por arrasto.) Descabelamos-nos. (Eu! e a Luisinha por arrasto.) E hoje andamos doentes. Eu....os restantes...