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A mostrar mensagens de novembro, 2022

Quanto custam os.....

O meu sogro tem muito jeito para as miúdas. Senta-se com elas no chão e conta-lhes histórias. Ensina-as com episódios da vida dele. Adaptados à faixa etária. Ás vezes diz-lhes. - Brinquem muito. Vivam muito. Quando somos adultos temos muitas coisas em que pensar. E as miúdas, perguntam: - Porquê? - Porque quando somos adultos temos de trabalhar para ganhar dinheiro para podermos comprar: o pão, o leite e o arroz. E quando trabalhamos muito ficamos sem tempo e por isso é que têm de aproveitar agora. Em nossa casa. A Luísa para o João (que vai fazer 1 ano para a semana): - Tens tanta sorte João. Tens tanta sorte. Vais fazer um ano.  O João...nem reage. A Luísa continua. - Tens mesmo sorte. Um ano. Aproveita. Não te tens de preocupar com nada...nem com quanto custam os melões... Já se sabe que aqui em casa, a partir de uma certa idade...tipo 3 começam a pagar o que consomem...ou acham que temos filhos para quê? nota: a Luísa já tem um discurso fluente e melhorou muito desde que foi pa...

a espera. Desespera.

Todos os Natais. Desde que somos pais. Ou seja, não há muito tempo... Dizemos às miúdas para escrevem uma carta ao Pai Natal. Nada de novo. A maioria dos pais faz isto. Dá-nos uma ideia de que prenda querem. Para lhes dar alguma felicidade. Dizemos para escolherem 3 coisas. Não vá alguma escolher uma casa na Quinta da Marinha. Com 3 possibilidades. É sempre mais fácil de acertar. Dizemos que têm de escolher 3, mas o Pai Natal só dá uma, porque tem de dar a muitos meninos e por isso não consegue dar tudo a todos. Até aqui tudo bem. Compreendem. Por enquanto, as coisas que pedem são modestas, provavelmente porque as brincadeiras que têm, são muito semelhantes às que eu tinha em criança. Quase nada de televisão. Zero ecrãs (a não ser quando me roubam o telemóvel e enviam mensagens ao acaso....se não receberam uma mensagem aqui de casa sem qualquer contexto e cheia de emojis...não sabem o que perdem.) Não lhes faltam lápis e canetas, correm no quintal, na praia ou no jardim. Brincam às esc...

Uma fadinha, um unicórnio e o George Michael

Tudo começou ao almoço. Comigo. Estava sozinha em casa. Sozinha de humanos. Acompanhada. Bem acompanhada pelo Vasco, Gabi e Lili. Uma da tarde, larguei o trabalho. Desci do sótão. Aqueci a comida. E.... ...... sentei-me. De repente. Ouvi. E depois parei de ouvir. Logo a seguir ouvi outra vez. A tubagem do exaustor tinha vida lá dentro. Seria um pássaro.  Um rato. Arrepiei-me da cabeça aos pés. Peguei no meu pratinho e fui comer para a sala. Continuava a ouvir o baruhho. Peguei no meu pratinho e fechei-me no quarto que temos cá em baixo. Continuava a ouvir. Comi o mais depressa que consegui. Fechei a cozinha....porque o Vasco e a Gabi não paravam de ladrar ao individuo da tubagem.... E voltei para o sótão. Pelas 16h. Começou a recolha de criancinhas. O Pedro tinha enviado uma mensagem. Ficou retido no hospital, previa chegar a casa pelas 21h. Fui a Porto Salvo (casa dos meus sogros), buscar o João. Passei por Paço de Arcos para ir buscar a Luísa e rumei a Carcavelos para ir buscar a...