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A mostrar mensagens de novembro, 2019

Grandaaaaas malucos!

Uma pessoa anda grávida e pesada. E cansada. Às vezes exausta... O Pedro anda a trabalhar desalmadamente. Temos as miúdas. E os bicharocos todos. Ah! Não estamos a ir para novos. A memória anda linda.... E o planeamento que fazia e que funcionava lindamente...já não funciona tão bem porque não tenho tempo sequer de me sentar e planear o que quer que seja. Pois.  Queria fazer pão. Não tínhamos farinha! Podia ir eu às compras.  Podia ir o Pedro.  Fomos todos.  Depois das compras íamos dar uma volta com as miúdas num parque aqui perto de casa e das compras. O Pedro ficou com as miúdas no carro.  Porque eu é que SEI escolher as farinhas como deve ser!! Eu sei escolher farinhas como ninguém mas... ...esqueci-me da minha mala no carro. O Pedro viu, pegou nas miúdas. E foi ter comigo. Ia eu a entrar na loja e à porta estava um rapazinho a dar qualquer coisa. Parei para ver o que é que tinha para dizer e nisto estende-m...

Ora! Não me apetece!

Ontem! Corri o dia todo! Grávida.Enorme. Corri o dia todo e fiz correr a Luísa. Não corri. Pronto! É mais correto dizer que não parei. Deixei as miúdas em casa dos meus sogros pelas 8h. Voltei a casa. Fui buscar uma encomenda aos correios que são mesmo aqui ao lado. Voltei a casa. Respondi a uns email's urgentes. Peguei no carro e fui para Lisboa, visitar a Luísa. Fui ao médico. Encontrei-me com o Pedro no hospital e fomos os dois à consulta. A Luísa está fina! Voltei ao hospital do Pedro. Peguei no carro e rumei até ao El Corte Ingles. Fiz compras. Voltei ao hospital e almocei com o Pedro. Peguei no carro e fui a Campo de Ourique visitar a minha professora primária. Tem 88 anos! Voltei a casa dos meus sogros e trouxe as duas encomendas comigo. Alice e Mariana. Já não chovia mas estava desagradável. E eu estava cansada. Ouvi uma vozinha vinda de trás do carro. A Alice: -Ó mamã vamos aos baioiços.... Atingiu-me como uma espada. Baloiços?? - Alice, hoje...

como o mel

Os braços eram fortes. Os  abraços eram doces. Tão doces. Como o mel. Pegava-me pela mão. E mostrava-me a vida. Ensinava-me.  A galinha punha os ovos. Que a minha avó estrelava com todo o aprumo. - Ò vóoooo eu não quero a amarela desfeita.  Gritava eu a plenos pulmões para não restarem dúvidas! A amarela do ovo esbardalhada era uma tragédia pior que toda aquela tourada do Titanic. A cabra malhada dava leite. E a minha avó fazia queijos. Devagar. O leite coalhado passava de uma mão para a outra. Vezes sem conta. Sem se enganar. Sem se cansar. Eu comia queijo fresco até me fartar. Era a melhor das iguarias. Perfeito. Digno de uma centena de estrelas Michelin. As abelhas davam o mel. O tio Josézito tirava o mel das abelhas do meu avô. Na despensa estava sempre um frasco pronto a comer. - Depois de teres posto a colher na boca nada de a pores dentro do frasco outra vez. Dizia-me a minha avó. - Come à vontade mas cuidado com a colher....

a gravidade não perdoa..

A Mariana é uma bebé muito calma. Não é de chorar. Durante os primeiros tempos dormia tanto que eu cheguei a perguntar ao pediatra se se passava alguma coisa. Respondeu-me: - Agradece aos deuses e cala-te. Eu calei-me mas sempre com a pulga atrás da orelha observava a miúda. Quando começou a comer sólidos, começou a fazer um som com a boca. Eu e o Pedro olhávamos um para o outro sem perceber nada. Para nós era só um som. A Alice percebeu logo tudo. A irmã estava a pedir comidinha. Não chorava. Pedia. Pedia. Pedia. Mas.... ...a miúda cresceu. Cresce todos os dias como todas as crianças. Não sei se de ver a irmã a correr por todos os lados, se é por perceber que Alvalade existe... ..quer porque quer deslocar-se. Não é fácil. Com a cabeça enorme que tem. O rabo com fralda incluída. E a gravidade não perdoa.... ..a miúda bem tenta. Mas nada de gatinhar. Estamos a conhecer outra Mariana. A chateada. A mal disposta. A exaurida. Com um mau feitio capaz de dobrar o m...